A forma como nós vemos o mundo não é a mesma que o mundo nos vê a nós. Devemos saber o propósito do que fazemos, se o soubermos entendemos o sentido de o fazer. Está na natureza humana procurar sempre mudar ou melhorar algo por mais ínfimo que seja, e um dos maiores erros que se pode cometer é: não fazer nada porque, o que se poderia fazer era muito pouco.

Gostamos de fazer grandes mudanças, permanentes e importantes. Estas mudanças são feitas com base em três princípios: a influência, a identificação e a persistência. A forma como comunicamos as ideias que defendemos, como as expomos, fazem com que as pessoas que se identifiquem com elas se manifestem. Mas identificarem-se não é o suficiente, é necessário muitas vezes ser muito persistente, para que as pessoas mudem e criem um verdadeiro movimento, com o suporte da comunhão das mesmas ideias. Quando isso acontece, verificam-se resultados extraordinários.

O momento em que vivemos, é um dos momentos vivido mais intensamente, estamos perante um momento-chave, num momento de mudança na forma como as ideias são criadas, comunicadas e partilhadas, e na forma como são implementadas. Trata-se de um momento-chave porque, para introduzirmos a mudança hoje não necessitamos de dinheiro, nem de poder para mudarmos o status quo, apenas precisamos de liderar liderando. A liderança é a verdadeira chave. Contudo, a liderança está direcionada para um determinado segmento de pessoas, à semelhança dos produtos que produzimos, dos serviços que prestamos e dos livros que escrevemos. Sabemos que os livros, serviços e produtos, não são para todos, são-no apenas para os que se identificam com eles, por isso a liderança é apenas para as pessoas que se identificam com as mesmas ideias, valores, comportamentos, … pelo que, a estes grupos chamamos tribos.

As tribos estão em todo o lado, se analisarmos a nossa sociedade verificamos que o que parecia unir, está a dividir e a agrupar, ou seja, a internet por exemplo é o meio mais fácil e rápido de se encontrar grupos com interesses comuns. Como já referi, está-se a verificar que são as tribos, não o dinheiro, nem as fábricas, que conseguem mudar o nosso mundo. São as tribos que podem mudar a política, que conseguem juntar com os mesmos ideais um grande número de pessoas, que conseguem fazer das equipas verdadeiros “exércitos” com objetivos, crenças, ideais e ambições comuns.

Leave a Comment

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Contact Us