Um desafio tem por base uma ação ou um efeito, ou ambos, que é desafiar. O verbo desafiar leva-nos a ação para o patamar da competição, da incitação ou até da provocação. Quando nos deparamos com um desafio, devemos saber como agir, como devemos estruturar a nossa ação, que tipo de ação devemos, ou não iniciar. Qual o fator risco associado, o que posso aprender e ensinar se aceitar ou não o desafio? O que devemos conhecer de nós próprios?

Quando nos encontramos perante desafios temos sempre duas formas de reagir, enfrentamo-los ou deixamos que o tempo os resolva, o tempo encontra sempre a solução.

Quando se está perante adversidades, sejam erros, dificuldades ou falta de reconhecimento, a capacidade de se lidar, aprender, entender e superar deceções, ajuda a construir resultados sólidos e duradouros. Quando as pessoas não se lembram dos seus erros, ou não os querem reconhecer, dificultam a tomada de iniciativa dos outros, não os apoiam ou não lhe promovem suporte, não aprendem, não têm a capacidade de assumir posições e tomar decisões claras.

É importante encontrar o equilíbrio entre o que queremos fazer e o que devemos fazer. Não devemos nunca esquecer qual é o nosso principal objetivo, qual o propósito e qual a meta. Quando enfrentamos os desafios, sabemos que o nosso poder é o de podermos mudar a nossa mente e encontrar os nossos pontos fortes, esses dar-nos-ão o suporte para vencer. A autenticidade, a paixão e a inspiração que transmitimos aos outros, não fará com que o desafio diminua de tamanho ou intensidade, mas, fará com que o mesmo se torne mais aliciante, realçando as verdadeiras capacidades e habilidades de cada um e da equipa.

Segundo o World Economic Forum no relatório Future of Jobs Report, refere que uma das 10 Skills mais importantes que os colaboradores deverão possuir em 2020 é a inteligência emocional.
Daniel Goleman (in Emotional Intelligence Theory), refere que é necessário termos a perceção dos nossos próprios sentimentos, usar a inteligência emocional para saber dominar os sentimentos negativos e desenvolver os positivos, e, assim encontrar o equilíbrio emocional. Os cinco componentes da inteligência emocional defendidos por este investigador são:

Autoconsciência emocional – saber bem o que se está sentindo e conhecer o impacto que esse sentimento terá nos outros;

Autorregulação – capacidade de controlar e redirecionar as suas próprias emoções, antecipando as consequências em vez de reagir por impulso;

Motivação – recorrer os fatores emocionais para atingir os objetivos, aproveitando o processo de aprendizagem e perseverança face aos desafios;

Empatia – capacidade de “calçar os sapatos” dos outros e sentir as suas emoções;

Habilidades sociais – capacidade de liderar e gerir relacionamentos, inspirar os outros e promover a capacidade de responderem da forma desejada e voluntária.

Na realidade, o trabalho em equipa, a comunicação e os seus canais, a capacidade de cooperação, a capacidade de resiliência, a capacidade de persistência, a capacidade de persuasão, a capacidade de motivação, a capacidade da auto motivação, a capacidade de ouvir mais do que falar, a capacidade de gerar empatia, a capacidade de liderar e gerar seguidores são a base da inteligência emocional, e a inteligência emocional é a base do equilíbrio de cada um e de cada equipa.

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